Dados do Caso

Neurorradiologia

Radiologia Intervencionista

ANEURISMA CIRSÓIDE: AVALIAÇÃO POR ANGIORRESSONÂNCIA MAGNÉTICA

60
Ensino
Tipo Caso 1
  • TOMÁS DE A. L. FREDDI - ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE SÍRIA
  • CAMILA SOARES MOREIRA DE SOUSA - ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE SÍRIA
  • HENRIQUE BORTOT ZUPPANI - ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE SÍRIA
  • NELSON PAES FORTES DINIZ FERREIRA - ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE SÍRIA
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18/02/2020
27/01/2021
Masculino , 66 anos
Aneurisma, Tela Subcutânea, Cabeça, Fístula Arteriovenosa

Resumo

Paciente do sexo masculino, 66 anos, apresentando massa pulsátil nas partes moles extracranianas de crescimento lento, após evento traumático. A angioressonância magnética demonstrou lesão compatível com fístula arteriovenosa do escalpo. O tratamento de escolha foi cirúrgico e sem intercorrências.

Histórico Clínico

Sexo masculino, 66 anos, apresentando massa pulsátil de crescimento progressivo nas partes moles extracranianas há 02 anos, após trauma.

Achados Radiológicos

As imagens de ressonância magnética do encéfalo no plano axial ponderadas em T1 (A, B e C) e de angiorressonância magnética arterial intracraniana com reformações através da técnica projeção de intensidade máxima - MIP (D e E) e renderização de volume - VR (F) demonstraram múltiplas estruturas vasculares arteriais e venosas dilatadas e tortuosas no subcutâneo da região cefálica, predominando nas regiões frontoparietal e occipital esquerdas, com provável nutrição a partir da artéria temporal superficial esquerda (setas vermelhas) e drenada por veias superficiais do escalpo (setas brancas). Os achados sugerem fístula arteriovenosa do escalpo (aneurisma cirsóide).

Discussão

Os aneurismas cirsóides (AC) do couro cabeludo são fístulas arteriovenosas subcutâneas raras de crescimento lento, e que podem causar cefaleia e zumbido (1, 2, 3, 4). Os ACs podem ser classificados em congênitos (espontâneos), traumáticos e, menos comumente, iatrogênicos (1, 3). No entanto, o mecanismo exato da formação da fístula permanece controverso (3). O exame de ressonância magnética convencional pode demonstrar estruturas tubuliformes com hipossinal em todas as sequências nas partes moles extracranianas e a angioressonância magnética usualmente revela estruturas vasculares arteriais e venosas ectasiadas anômalas que se comunicam, sem formação de nidus (1). Geralmente a comunicação anômala ocorre entre ramos da artéria carótida externa e veias do escalpo (3,4). A investigação com exames de imagem como angiografia digital, angiorressonância magnética ou angiotomografia arterial tem papel fundamental na conduta e no diagnóstico, pois além de localizar e caracterizar a lesão pode evidenciar associação com outras malformações vasculares intracranianas (1,3). O tratamento pode ser cirúrgico ou endovascular, entretanto, devido sua raridade ainda não existem critérios diagnósticos ou terapêuticos bem definidos (1,2,3,4).

Lista de Diferenciais

  • - Hemangioma;
  • - Aneurismas pós-traumáticos;
  • - Malformações venolinfáticas (VMs);
  • - Tumores;
  • - Sinus pericranii

Diagnóstico

  • Fístula arteriovenosa do escalpo (Aneurisma Cirsóide)

Aprendizado

O AC deve ser considerado nos diagnósticos diferenciais de massas pulsáteis ou de crescimento lento do couro cabeludo, principalmente em pacientes adultos.

Referências

  • 1- Sofela A, Hons BS, Osunronbi T, Hettige S. Scalp Cirsoid Aneurysms: Case Illustration and Systematic Review of Literature. Neurosurgery. 2019;86(2):1–10.
  • 2- Romero FR, Haddad GR, Figueiredo EG, Teixeira MJ. Cirsoid Aneurism of the scalp: case report. Arq Bras Neurocir. 2011;30(2): 42-43.
  • 3- Sousa LHA, Gatto LAM, Junior ZD, Koppe GL. Scalp Cirsoid Aneurysm: An Updated Systematic Literature Review and an Illustrative Case Report. World Neurosurg. 2018;119:416-427.
  • 4- Barhate MV, Vhora SS, Pandey RK. Cirsoid Aneurysm of the Scalp: A Case Report. Indian J Neurosurg. 2016;5:129–132.

Informações do Caso

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