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Mama

ADENOSE ESCLEROSANTE: CAUSA DE MASTALGIA ASSOCIADA A AUMENTO DO VOLUME MAMÁRIO UNILATERAL

41
Selecionado
Tipo Caso 1
  • Matheus L. Repolês - Hospital das Clínicas da FMRP-USP
  • Tatiane Mendes G de Oliveira - Hospital das Clínicas da FMRP-USP
-
1/25/2020
5/25/2020
Feminino , 25 anos
Doença da Mama Fibrocística, Neoplasias da Mama, Mamografia, Ultrassonografia Mamária

Abstract

Descreve-se a investigação de um caso de mastalgia e aumento de volume mamário, em paciente jovem, cujo diagnóstico final foi de adenose esclerosante.

Clinical History

Paciente feminina, 25 anos, com aumento de volume da mama esquerda e mastalgia há 18 meses. Negava história familiar de neoplasia de mama ou ovário. O exame físico revelava mamas assimétricas, maior à esquerda, com área endurecida nos quadrantes laterais, sem sinais flogísticos ou linfonodopatia axilar.

Radiological findings

A mamografia bilateral nas incidências craniocaudal e mediolateral-oblíqua revelou assimetria global do parênquima e aumento de volume da mama esquerda (Figura 1). A ultrassonografia mostrou alteração difusa da ecotextura do parênquima com áreas hipoecóicas confluentes à esquerda, sem delimitação de nódulos (Figura 2). A ressonância magnética das mamas evidenciou realce não nodular heterogêneo, difuso, com curva cinética em platô à esquerda sem outros achados secundários (Figura 3). Foi realizada biópsia percutânea, seguida de biópsia cirúrgica, ambas com análise histológica e imunohistoquímica, que ratificaram o diagnóstico final de adenose esclerosante (AE) (Figura 4). Estabilidade de 3 anos foi confirmada no seguimento clínico e por imagem.

Discussion

A AE é uma lesão proliferativa benigna da unidade ducto-lobular terminal, fazendo parte do grande espectro das alterações fibrocísticas mamárias. É caracterizada por aumento do número de ácinos (preservação das células mioepiteliais), que são envolvidos/obliterados por esclerose estromal (1). Embora, na maioria das vezes, haja preservação da arquitetura do lóbulo mamário, pode apresentar padrão invasivo e expansivo, mimetizando neoplasia. Também é conhecida sua associação periférica com hiperplasia ductal atípica, carcinoma in situ e invasivo. Mais comum em mulheres na perimenopausa se relacionadando a discreto aumento no risco de câncer de mama, pelo aumento da expressão de receptores de estrogênio e de genes como o Ki67, ambos relacionados à proliferação celular (2). Na maioria das vezes é representada por nódulo, com margens indistintas/ espiculadas ou assimetria focal. Mas em até 40% dos casos aparece como calcificações amorfas, pleomórficas finas ou puntiformes. No caso descrito, a AE mostrou-se difusa e extensa, com crescimento rápido, um aspecto pouco comum mesmo para essa patologia com apresentação tão variável. O diagnóstico final da AE é histopatológico e também pode ser um desafio para o patologista. A marcação imunohistoquímica para actina de músculo liso contribuir para identificação das células mioepiteliais, presentes na AE, ajudando na diferenciação com carcinoma invasivo, principalmento o tubular. Quando há discordância entre apresentação clínica e por imagem ou dúvida na análise histológica, a biópsia cirúrgica deve ser realizada (3).

List of Advantages

  • Adenose esclerosante
  • Carcinoma invasivo da mama

Diagnosis

  • Adenose esclerosante

Learning

Esta é uma apresentação atípica de AE. Na maioria das vezes a AE é representada por nódulo, com margens indistintas/ espiculadas ou assimetria focal. Em alguns casos, apresenta-se como calcificações amorfas, pleomórficas finas ou puntiformes. A forma difusa e extensa, é aspecto pouco comum, mesmo para esta condição com apresentação tão proteiforme.

References

  • 1. Gill HK, Ioffe OB, Berg WA. When Is a Diagnosis of Sclerosing Adenosis Acceptable at Core Biopsy? Radiology 2003, 228(1), 50–57
  • 2. Visscher DW, Nassar A, Degnim AC et al. Sclerosing adenosis and risk of breast cancer. Breast Cancer Research and Treatment 2014, 144(1), 205–212
  • 3. Cucci E, Santoro A, Di Gesù C, Di Cerce R, Sallustio G. Sclerosing Adenosis of the Breast: Report of Two Cases and Review of the Literature. Polish Journal of Radiology 2015; 80:122–127

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